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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

São Luis IX, Rei da França e Padroeiro da Ordem Franciscana Secular

Festa 25 de agosto

Eram tantos os leigos que, ligados pelos laços do matrimônio ou com outros encargos terrenos, não podiam observar inteiramente as regras franciscanas, mas queriam pertencer à sua família de almas, que Francisco fundou uma Ordem Terceira para abranger a todos. Muitos grandes personagens — como São Luís, Rei de França, e Santa Isabel, Duquesa da Turíngia — a ela pertenceram.

Imagem na Basílica de Saint Louis, rei da França, em Saint Louis, Missouri


História:
St. Louis IX,
King of France, son of Louis VIII and Blanche of Castile, born at Poissy, April 25, 1215. São Luis IX, rei da França, filho de Luís VIII e Branca de Castela, nascido em Poissy, 25 de abril de 1215. He was eleven years of age when the death of Louis VIII made him king, and nineteen when he married Marguerite of Provence by whom he had eleven children. Ele tinha onze anos de idade quando a morte de Luís VIII fê-lo rei, e dezenove anos quando se casou com Marguerite de Provence com quem teve onze filhos.  It was one of St. Louis's chief characteristics to carry on abreast his administration as national sovereign and the performance of his duties towards Christendom. Foi uma das principais características de São Luis para continuar a par da sua administração como nacional soberano e o desempenho de seus deveres para com a cristandade.
St. Louis was a patron of architecture. São Luis foi um patrono da arquitetura. The Sainte Chappelle, an architectural gem, was constructed in his reign, and it was under his patronage that Robert of Sorbonne founded the "Collège de la Sorbonne," which became the seat of the theological faculty of Paris. A Sainte Chappelle, uma jóia da arquitetura, foi construída em seu reinado, e foi sob seu patrocínio que Robert de Sorbonne fundou o "Collège de la Sorbonne", que se tornou a sede da Faculdade de Teologia de Paris.
He was renowned for his charity. Ele era famoso por sua caridade. The peace and blessings of the realm come to us through the poor he would say. A paz e as bênçãos do reino vêm até nós através dos pobres, ele dizia. Beggars were fed from his table, he ate their leavings, washed their feet, ministered to the wants of the lepers, and daily fed over one hundred poor. Mendigos eram alimentados a partir de sua mesa, ele comeu suas sobras, lavou os pés, ministrou aos desejos dos leprosos, e alimentados diariamente mais de cem pobres. He founded many hospitals and houses: the House of the Felles-Dieu for reformed prostitutes; the Quinze-Vingt for 300 blind men (1254), hospitals at Pontoise, Vernon, Compiégne. Fundou muitos hospitais e casas: a Casa do Felles-Dieu para prostitutas reformadas, o Quinze-Vingt para 300 homens cegos (1254), os hospitais em Pontoise, Vernon, Compiègne.  
He died near Tunis, August 25, 1270. Ele morreu perto de Tunis, 25 de agosto de 1270. ASt. Louis's canonization was proclaimed at Orvieto in 1297, by Boniface VIII. Canonização de São Luis foi proclamada em Orvieto em 1297, por Bonifácio VIII. Of the inquiries in view of canonization, carried on from 1273 till 1297, we have only fragmentary reports published by Delaborde ("Mémoires de la société de l'histoire de Paris et de l'Ilea de France," XXIII, 1896) and a series of extracts compiled by Guillaume de St. Pathus, Queen Marguerite's confessor, under the title of "Vie Monseigneur Saint Loys" (Paris, 1899). Dos inquéritos com vista à canonização, transmitida de 1273 até 1297, temos apenas relatos fragmentados publicado por Delaborde ("Mémoires de la société de l'histoire de Paris et de l'Ilea de France", XXIII, 1896) e um série de extratos compilado por Guillaume de St. Pathus, confessor da rainha Margarida, sob o título de "Monsenhor Vie São Loys" (Paris, 1899).
(Principal source - Catholic Encyclopedia - 1913 edition ) (Fonte principal - Enciclopédia Católica - 1913 Edição)



"Por sua estatura ele ultrapassava todo mundo dos ombros para cima, a beleza de seu corpo tinha a harmonia de suas proporções, seu rosto plácido e sereno exteriormente tinha qualquer coisa de angélico, seu olhos de pomba emitiam raios graciosos, sua face era simultaneamente branca e brilhante..." Jacques Le Goff.

O rei ideal Totalmente voltado para seu papel como soberano, Luís IX assistia sempre às missas, nunca deixou de ler a bíblia e não sorria às sextas-feiras, como retrata esta estátua do museu Nacional de Cartago, na Tunísia


Túnica e Cilício de Louis IX. Tesouro de Paris de Notre-Dame 

São Luis também é  
Patrono: barbeiros, construtores, trabalhadores da construção civil; cruzados, a morte de crianças; casamentos difícil; destiladores; bordadeiras; monarcas franceses; noivos; cabeleireiros; cabeleireiros; reis; pedreiros, trabalhadores de agulhas; paternidade, os pais de famílias numerosas ; prisioneiros; escultores, as pessoas doentes; soldados, pedreiros, pedreiros, terciários  e da Arquidiocese de Saint Louis, Missouri.
Fraternidade de Santo Antônio do Largo da Carioca
Em comemoração ao seu Centenário 1911 – 2011

A Ordem Franciscana Secular congrega casais, jovens, adultos, solteiros, viúvos que vivem no mundo e com as coisas do mundo.  Venha ver e conhecer nossas reuniões e torne-se você também um franciscano (a) secular.
Reuniões: Todo o 1º domingo do mês de 08:00 às 11:30 horas, no Convento de Santo Antônio.

Email: ofssantoantoniocarioca@gmail.com

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Homenagem a Virgem Maria


Oh, Santa Mãe, rezava Maria, então na catedral de Lisboa, meus próprios lençóis e acolchoados de seda zombam de mim! Fernando deitado na palha? Oh, Santa Mãe, tenha misericórdia! E ele nem mesmo está lá em Olivares. “Partiu de barco para Marrocos”, contou-nos o frade.

Marrocos.  Marrocos. Lá no olivedo, Maria tivera vontade de gritar como uma camponesa que fica sabendo que seu filho foi atingido por um arado. Se ao menos ela conseguisse desmaiar como um covarde ao ver seu próprio sangue! Ou golpear o chão com os punhos como um cavaleiro lançando ao solo em um torneio! Porém a esposa de um nobre da corte não se comporta assim, e por isso ela ficou sentada ereta em sua sela. O animal debaixo dela forcejava contra a rédea esticada, enquanto a comitiva retornava para Lisboa.

“Marrocos.” Maria sussurrou a palavra na catedral. A palavra soava como primeira nota de um canto fúnebre. Ela ousadamente levantou os olhos para o ícone. O rosto gentil da Virgem Santa estava inclinado para o lado direito. Os olhos escuros dela pareciam olhar compassivamente para dentro dos olhos de Maria.

Santa Mãe, suplicou Maria, os pagãos no Marrocos não crêem em seu Filho. Tampouco desejam ouvir falar a respeito dele. Aqueles que falam de Cristo no Marrocos morrem por sua bravura. Os cincos Santos mártires foram mortos no Marrocos. È isso que Fernando quer? Morrer por seu Filho, Santa Mãe? Não permita que seja assim, minha Mãe.

O olhar de Maria desviou-se para o Santo Infante, que estava parado na dobra do braço esquerdo de sua Mãe, com sua mão gordinha acariciando o rosto da Virgem.

Não foi suficiente, Santa Mãe, que seu próprio Filho tenha morrido? A morte era a missão de seu filho. Não é a de meu filho.

Santa Mãe, a senhora sabe como orei por esta criança. Como a entreguei à senhora no momento em que eu soube que ele estava crescendo debaixo do meu coração. A senhora aceitou minha dádiva. Cuidou para que ele nascesse na festa de sua Assunção, no dia 15 de agosto. Ele ainda não tem trinta anos, Mãe. Até mesmo seu Filho sobreviveu até os 33. Meu filho não pode ter ao menos tantos anos de vida ou alguns mais?

Maria estava chorando em silêncio, quando uma vaga lembrança retornou, subitamente forte, o dulcíssimo odor de uma escorregadia umidade recém-nascida. Com que ternura e avidez seu bebê procurara seu seio, com seus olhos negros fixos no rosto dela, enquanto sua boca sugava!



Poderia ela deixar essas lembranças nas areias do deserto? Essas e outras recordações. O pequeno Fernando percebia o que ninguém mais notava. A luz do sol batia nos terraços íngremes e muros de pedras de sua vizinhança. Os gritos agoniados das aves marinhas que voavam entre o rio Tejo e a praia de Lisboa. O bramido peculiar do mar e do vento nas noites de tempestade. O que ele perceberia no Marrocos senão o brilho do aço, afiado para matar, os gritos de pagãos sedentos de sangue?

Oh, minha Mãe, ele vale mais do que o sangue dele. Maria lembrava-se do filho, um menino gordinho vestindo uma túnica longa demais para suas perninhas roliças. As mangas apertavam seus braços. A gola baixa estava bordada com caracóis e laços dourados, tudo desenho e arte dela. Ela penteava-lhe o cabelo e mandava-o para a escola. Tão próxima da casa deles e, no entanto tão distante para um menino de apenas sete anos.

“Sua Santa Mãe estará com você quando eu não estiver”, havia-lhe dito ela.

“Ela é tão querida quanto você, não é, mãe?” perguntou ele.

“Mais querida ainda,” respondeu Maria, beijando-lhe a cabeça e mandando-o ir.

Texto extraído do livro ANTÔNIO: Palavras de fogo, vida de luz, Madeline Pecora Nugent – Paulinas, 2008 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SORELLA




SORELLA (IRMÃ)

CLARA. Clara de nome, Clara de personalidade forte, mas também suave,
Na aparência pura, habita uma luz que irradia intensa alegria.
Tu que um dia conheceu Francisco de Assis.
Desde a infância, amigos, depois irmãos,
Avistou um modo diferente de vida.
Algo tocou em ti. Não! Algo mudou definitivamente em ti.
Inquieta, crepitando, como uma pequena fagulha...
Sim, inquietou-se de tal jeito, que resolveu falar com ele.
Pergunta a Francisco como poderia viver com os irmãos,
Abandonando sua família e os prazeres que o mundo lhe oferecia,
Para dedicar a vida ao Cristo Amado, pobre e crucificado.
Única pérola preciosa, o AMOR QUE NÃO É AMADO!
Então, tu Mãe da Família Franciscana,
Disseste o seu sim e foste ao encontro de Cristo no pobre, no simples,
Com tua humildade genuína e todo teu amor.
Que no tempo ainda impressiona tanta e toda a gente.
Por tua força, roga e intercede a Cristo por nós,
Concede a tua grande Família, com seu carisma, lutas e alegrias.
Que nos questionemos no dia a dia.
Inquieta-nos em nosso comodismo.
Interpela-nos e aponta o caminho
“sem perder de vista o ponto de partida”.
Sorella Luna, Sorella Bendita!
Escrito por: Marco Aurélio e Kátia, OFS - Fraternidade de Santo Antônio, em homenagem ao dia de Santa Clara de Assis, nossa Mãe e Irmã, fundadora da II Ordem das irmãs Clarissas.  

Festa de Santa Clara de Assis


2012: 800 ANOS DA VOCAÇÃO DE SANTA CLARA DE ASSIS
Frei Vitório Mazzuco Filho
Clara de Assis nasceu Chiara Ofreduccio Favarone, em 1194, da nobre família assisiense dos Ofreducci, rica, bela, fidalga e prometida como esposa para pretendente de estirpe semelhante que pudesse aumentar os bens de seu pai
Em 1210, encontra-se com Francisco de Assis, jovem, louco e santo que revoluciona Assis com a vivência do Evangelho e com uma vida de total desapego, vivendo pobre entre os pobres. Em 1211 está nítida a conversão de Clara: aos 28 de março de 1212, no Domingo de Ramos, recebe das mãos do bispo um ramo e lê isto como um sinal da sua decisão e envio. Na madrugada do dia seguinte, foge da casa da família e vai encontrar-se com Francisco em Santa Maria dos Anjos.
É o que comemoramos, 1212-2012, a Vocação de Clara de Assis. São 800 anos! De jubileu em jubileu se evidencia a história encarnada de um carisma. Clara de Assis é a expressão mais cristalina de uma nobre mulher medieval: reclusa em seu palácio, rica de qualidades, rica de bens materiais, educada em bons costumes, foco de admiração pelas virtudes, não passa despercebida pela sua beleza, no aguardo de um bom dote para um bom casamento. Ela rompe com tudo isto para viver o Evangelho. Isto é convocação para existir no Amor Sagrado!
Havia em seu tempo mulheres que não eram valorizadas como ela, mas todas sonhavam o melhor. Clara projeta para a sua vida a perfeição cristã. Século após século não podemos nos furtar de retomar os modelos vivos de mulheres corajosas como Joana D’Arc, Catarina de Siena, Hildegard de Bingen, Brígida da Suécia, Ângela de Foligno, Tereza D’Ávila. Mulheres que, assim como Clara, nos mostram que uma coisa é inserir-se na vida das contemporâneas, outra coisa é trilhar a desafiante senda da perfeição.Muitas destas mulheres traçaram um caminho: se não há felicidade na escolha afetiva do prometido esposo, por que não buscar o Amado que posso escolher na liberdade sagrada do coração? Se não há realização na preconceituosa sociedade de seu tempo, por que não buscar a Fraternidade? Mulheres audaciosas e fortes nos mostraram a sublimação da vida e não fracas escolhas. Não há revolta, mas sim um seguimento apaixonado. Não há um rompimento com a ilustre tradição familiar, porém a opção por abraçar uma família espiritual. Assim foi Clara de Assis. Mulher de sonhos e projetos, renunciou a suntuosos palácios e elegantes príncipes para refazer os passos de um Pobre de Assis que mostrou o caminho do Evangelho. Ela nasceu dentro de uma família de cavaleiros, buscadores de títulos de nobreza e patrimônio, aprendeu com eles a garra e a ousadia; mas direcionou esta força para uma fortaleza espiritual que venceu as dificuldades e provações da mais extrema renúncia e pobreza. Com Francisco ela ajudou, saindo de uma casa, a reconstruir outra casa: a da civilização cristã.
No silêncio orante do Mosteiro ouviu o Mestre dos mestres e ouviu Francisco. Criou uma linguagem própria e uma vocação original de amor e cuidado. Não deu só presença encantada no seguimento do Cristo Pobre; deu muito mais: sua riqueza pessoal, sua saúde, sua vida. Depois da morte de Francisco de Assis, por 27 anos, cuidou da herança que ele deixou e da qual ela também era cooperadora. Viveu 42 anos no Mosteiro de São Damião, junto com suas irmãs Clarissas, de um modo tão transparente que há oito séculos sua vida é inspiração em todos os cantos da história. Fez do seu Mosteiro um canteiro fecundo de novas sementes contemplativas de Irmãs, oração, penitência, silêncio, austeridade e acolhimento. Clara é um exemplo para o mundo mesmo escondida do mundo. Assim como Francisco tornou-se realidade e legenda. “A lenda cristã, diz Barbara Brígida, não se preocupa com o lado humano só santo; mas só se interessa pelo ouro finíssimo da divindade que nele brilha”. Como diz Joaquim Capela, OFM: “Na verdade, Clara de Assis foi a glória do feminino. Veio ao mundo para embelezar e enriquecer com os tesouros da sua ternura e bondade (...). Como seu guia e pai, São Francisco, abriu à humanidade novos caminhos de paz e de ventura. A sua benigna sombra, tão humana e ao mesmo tempo tão espiritual, paira ainda hoje na doce terra da Úmbria, toda impregnada da lembrança dos mais santos mais simpáticos do século XIII e talvez de todos os tempos” ( in Santa Clara de Assis, Editorial Franciscana , Braga, 1983).
Que alegria celebrar um jubileu desta Santa tão brilhante que ilumina há séculos nosso mundo e nosso caminho. Santa Clara, rogai por nós!
Texto publicado no Almanaque Santo Antônio 2012, editado pela Vozes, pág. 140


Fraternidade de Santo Antônio do Largo da Carioca
Em comemoração ao seu Centenário 1911 – 2011
A Ordem Franciscana Secular congrega casais, jovens, adultos, solteiros, viúvos que vivem no mundo e com as coisas do mundo.  Venha ver e conhecer nossas reuniões e torne-se você também um franciscano (a) secular.
Reuniões: Todo o 1º domingo do mês de 08:00 às 11:30 horas
Local: Convento de Santo Antônio.
                                                Email: ofssantoantoniocarioca@gmail.com




domingo, 7 de agosto de 2011

Visita Fraterna

Nossa Fraternidade recebeu e muito se alegrou com a carinhosa visita dos irmãos Marco Antonio Dias Rodriguez da Fraternidade de São Francisco de Assis no Rio Comprido, Coordenador do 1º Distrito e Frei Carlos Quinelato, OFMConv., ambos representantes do Regional Sudeste II.