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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Domingo ainda de Páscoa, 07/04/2013.
Irmãs, irmãos, simpatizantes, visitantes e nosso Assistente Espiritual e Reitor do Santuário, Frei Gilmar, OFM, participamos de nosso encontro mensal no Convento de S Antônio do Lgo da Carioca. Depois prosseguimos para a missa.

P & B

Frei Gilmar conduziu o Ofício das Laudes, p. 459.

Seguiu-se a partilha do café da manhã antes da continuação do encontro e prosseguirmos para a missa.
Domingo de Páscoa, 31/03/2013.
Irmãs, irmãos, irmãos freis e em Cristo participamos da Missa Pascal no Convento de S Antônio do Lgo da Carioca.

P & B

Sábado Santo, 30/03/2013.
Irmãs, irmãos, irmãos freis e em Cristo participamos da Celebração da Vigília Pascal com a Bênção do Fogo no Convento de S Antônio do Lgo da Carioca.

P & B

Frei Gilmar, nosso Assistente Espiritual e Reitor do Santuário, presidiu a assembleia concelebrada por outros freis.


6a.-feira, 29/03/2013.
Celebração da Paixão do Senhor, Via Sacra, Solene Celebração da Paixão no Convento de S Antônio do Lgo da Carioca.

Irmãs, irmãos, irmãos freis da OFM e em Cristo participamos da Via Sacra, a qual foi preparada pelo irmão Otávio.

P & B

A Irmã Tereza interpretou a Verônica.

Frei Ivo Müller, Guardião do Convento e Comissário da Terra Santa, presidiu a assembleia concelebrada dentre outros pelo Frei Gilmar, nosso Assistente Espiritual e Reitor do Santuário.


sábado, 30 de março de 2013

5a-feira,  28/03/2013.
Instituição da Eucaristia, Ceia do Senhor, lava-pés e translado do Santíssimo no Convento de S Antônio do Lgo da Carioca.

P & B




"Procissão do Encontro cancelada devido ao mau tempo"
http://arqrio.org/agenda/detalhes/62/procissao-do-encontro-cancelada-devido-ao-mau-tempo
27/03/2013 16:45

P & B

quarta-feira, 27 de março de 2013

"Procissão do Encontro do Senhor dos Passos

A Arquidiocese volta a realizar a antiga Procissão do Encontro do Senhor dos Passos com Nossa Senhora das Dores, na quarta-feira santa, dia 27 de março. A imagem do Senhor dos Passos sairá às 18h da Catedral de São Sebastião, após a Via Sacra que começará às 17h30. O Itinerário será Av. República do Chile, Largo da Carioca.

A imagem de Nossa Senhora das Dores sairá às 18h da Paróquia Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, após a liturgia que começa às 17h30 e seguirá pela Rua Sete de Setembro, Avenida Rio Branco, Rua São José (?), Largo da Carioca. No Largo da Carioca, no anfiteatro em frente ao Convento Santo Antonio, acontece o Encontro.

No local, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta irá presidir a liturgia."
http://arqrio.org/agenda/detalhes/41/procissao-do-encontro-do-senhor-dos-passos
31/12/1969 21:00 - Atualizado em 11/03/2013 16:35

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Abraço Fraterno,
Fraternidade de Santo Antônio - Largo da Carioca

sábado, 23 de março de 2013

Programa da Semana Santa 2013 @ CONVENTO SANTO ANTÔNIO LARGO DA CARIOCA
Programa da Semana Santa
2013
CONVENTO SANTO ANTÔNIO
LARGO DA CARIOCA
CONVITE

DOMINGO - 24 de Março - DOMINGO DE RAMOS
10h - Procissão e Missa
QUINTA - FEIRA - 28 de março - INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA
18h - Celebração da CEIA D0 SENHOR
Com cerimônia do lava-pés
No final da celebração, transladação do Santíssimo
SEXTA-FEIRA - 29 de março - CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR
14h - Via-Sacra
15h - Solene Celebração da Paixão
SÁBADO SANTO - 30 de março
18h - Celebração da Vigília Pascal
A liturgia começa defronte à igreja com a Bênção do Fogo
DOMINGO DE PÁSCOA - 31 março
10h - Missa

Em nome dos Frades Franciscanos, do Convento Santo Antônio,
desejamos a você e sua família a
PAZ e a ALEGRIA do CRISTO RESSUSCITADO
FELIZ PÁSCOA!

domingo, 10 de março de 2013

Novo Conselho da Fraternidade


Regra e Vida da OFS

Capítulo III - A VIDA EM FRATERNIDADE 

20. A Ordem Franciscana Secular se articula em Fraternidades de vários níveis: local, regional, nacional e internacional, que têm na Igreja a sua própria personalidade moral. Essas Fraternidades dos diversos níveis estão coordenadas e ligadas entre si segundo a norma desta Regra e das Constituições.

21. Nos diversos níveis, cada Fraternidade é animada e conduzida por um Conselho e um Ministro (ou Presidente) que são eleitos pelos Professos, de acordo com as Constituições. Seu serviço, que é temporário, é um cargo de disponibilidade e de responsabilidade em favor de cada membro e dos grupos. As Fraternidades, internamente, se estruturam de modo diverso, de acordo com as Constituições, segundo as variadas necessidades dos seus membros e das suas regiões, sob a moderação do respectivo Conselho.



Aconteceu no dia 03 de março de 2013, com a presença dos nossos irmãos do Regional Sudeste II Frei Almir Ribeiro Guimarães (Assistente Espiritual) e Arion Fernandes Silva (Vice-Ministro) nosso Capítulo Eletivo. 



Tivemos logo no início a presença e palavra de nosso novo Assistente Espiritual Frei Gilmar José da Silva.


Conselho Eleito para o triênio 2013/2015:  
Ministro:
Francisco Eduardo Rappel

Vice-Ministra: 
Maria Tereza da Conceição Ribeiro

Coordenador da Formação: 
Ronald Abrahão Ribeiro

1º Tesoureiro: 
Newton Barbosa da Silva

2º Tesoureiro:
Edualdo Antonio da Costa
Para os demais cargos do Conselho da Fraternidade foram eleitos os irmãos:
 Cecília, Marco Aurélio, Edilaine, Otávio, Nadilza, Flavia e Leonina.
Para o Conselho Fiscal foram eleitos os irmãos: Arnaldo, Rosa de Lourdes (Rose) e Célia.
O irmão Arion deu posse ao Novo Conselho e fez as orações relativas à posse e serviços.  Frei Almir ofereceu boas palavras e abençoou o Conselho com grande carinho e fraternidade.


Frei Almir Abençoa o novo Ministro irmão Francisco.




As irmãs Kátia e Leonina deixam os cargos de serviços de Ministra e Vice-Ministra e os irmãos eleitos Francisco e Maria Tereza.

  

sábado, 2 de março de 2013

Convocação Capítulo Eletivo


EDITAL
Nos termos do Capítulo III; Seção II – Da Assembleia Geral ou Capítulo; artigo 10 do Estatuto Local da Fraternidade de Santo Antônio do Largo da Carioca, Ordem Franciscana Secular, Centro – Rio de Janeiro, são convocados irmãos e irmãs professos integrantes da referida Fraternidade para comparecerem a Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 03 de março de 2013 às 08:00 horas no Convento de Santo Antônio – Largo da Carioca s/nº Centro – RJ, para eleição dos irmãos que ocuparão cargos do Conselho da Fraternidade Local no triênio 2013/2015.

Rio de Janeiro, 07 de janeiro de 2013.

Kátia Sodré Lima Barros, OFS
Ministra - Fraternidade de Santo Antônio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Uma existência transparente

Quarta-feira de Cinzas
Joel 2, 12-18, 2Coríntios 5, 20-6,2; Mateus 6, 1-6. 16-18
Começando o tempo favorável da Quaresma
Começamos o santo e propício tempo da Quaresma.  Durante quarenta dias, os cristãos, lá onde vivem, lá onde são discípulos do Senhor, vão viver um tempo caracterizado pelo empenho na linha da conversão evangélica.  Somos companheiros de Jesus que vai para o deserto preparar-se para sua missão, deserto espaço de silêncio, de interiorização, mas também de combate contra o espírito do mal. Na oração de abertura da Missa de hoje, pedimos que “a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal”.  Arregaçamos as mangas e organizamos, da melhor maneira possível, essa riquíssima quadra do ano que nos leva até o esplendor da manhã de Páscoa, centro de nossa fé.

Joel, o profeta, nos convida a rasgar os corações e não as vestes. Uns e outros experimentamos um sério mal-estar: não conseguimos ser fiéis aos carinhos e às manifestações do Senhor.  Há um sentimento de remorso que, por vezes, toma conta de nós.  Será preciso  “rasgar” os corações, mudar o interior para que brilhante seja o exterior. É tempo de jejuarmos de nós mesmos, de nossos interesses pequenos, de nossas preferências tacanhas. Há um convite explícito a que visitemos o coração, nutramos sentimentos nobres de arrependimento e formulemos propósitos de conversão.  Estamos  começando o tempo favorável. Paulo nos diz: “Em nome de Cristo  nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus”.  Não se trata apenas da recepção do sacramento da reconciliação numa rápida celebração quaresmal.  Trata-se de entrar no caminho dos penitentes, daqueles que têm o amargo como doce, e o doce como amargo.  O Apóstolo prossegue: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”.

Os cristãos se caracterizam por uma lisura de vida, por um comportamento sem duplicidade,  por uma existência transparente.  Não cultivam a fachada, não se “maquiam” com água benta e piedosas palavras. Não fazem suas obras diante dos homens. Quando operam o bem, quando dão esmolas, quando se engajam em  promover a justiça, em valorizar o ser humano não tocam a trombeta.  Fazem o bem sem alarde, sem esperar recompensa. Quando rezam, entram no quarto e se dirigem ao Pai sem adereços e pompas. O Pai ouve os seus no silêncio.  Quando  jejuam, quando se privam das coisas lícitas para fortalecer o interior mostram um semblante alegre  e exalam  o perfume da discrição.

Assim, começamos a viver o tempo da Quaresma.  Colocamos cinza em nossas frontes.  Queremos nos recordar que somos pó e nada mais que pó, mas que somos amados por aquele que transforma esse pó que somos nós em luminosos cidadãos de seu coração e de seu reino.  O pedido da Quaresma é bem este:  “Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um  espírito decidido”.
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM         http://www.franciscanos.org.br/?p=32870

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Por que vês o cisco no olho de teu irmão, e não vês a trave no teu? Mt 7,3.


Foto: Assis - Itália 2012

1.            VER: um dos grandes dons de Deus é o dom da visão.  A capacidade de captar as ores e os quadros que elas compõem, os movimentos, os vultos, as pessoas.  Não vemos apenas o palpável, o concreto.  Vemos também o invisível, o que se esconde sob as aparências.  E, aqui, Nosso Senhor nos chama atenção para uma das nossas capacidades: ver os defeitos dos outros, perceber os passos errados que eles dão, analisar os gestos e ações e ações que produzem, observar os deslizes que lhes acontecem, suas falhas de comportamento.  Temos grande facilidade em perceber as desarmonias no procedimento do irmão.  E não paramos ali: tecemos, em torno do episódio, considerações tais que aumentam tremendamente os fatos, carregam as cores, agravam as responsabilidades, quando não avançamos mais e penetramos no campo do comentário fantasioso e malicioso, transformando em palavras o que os nossos olhos mal viram, ou nem viram, aparentando certeza o que apenas era hipótese, incendiando a fantasia de nossos ouvintes e destruindo neles a imagem de nosso irmão.  Ver é um dom, mas é também um perigo.  Cabe ao proprietário fazer dele o uso segundo a vontade do Pai que o dotou de tão magnífica prerrogativa.
2.            CISCO: originariamente significa o pó de carvão, portanto algo de pequeno, insignificante, difícil de ser percebido a olho nu, que passa despercebido, que muito esforço para ser notado.  Nosso Senhor refere-se à capacidade d homem de perceber elementos insignificantes nas atitudes do próximo, manchas mínimas nas suas vestes, desproporções quase inexistentes em seus comportamentos.  Cisco coloca o acento na minusculidade da coisa ou do fato.  Nossa maldade se transforma em lente de aumento: um grãozinho de areia transforma-se numa rocha, uma formiga vira um elefante, uma semente ganha a forma de um celeiro, uma folha deita sombras como se fora um carvalho, uma palavra se torna um discurso, um gesto uma batalha.  Tudo o que de errado o outro faz, nosso campo visual o capta aumentando.  Parece que a descoberta de defeitos nos outros consola a existência de defeitos em nós e sua proporção exagerada esmaga o tamanho dos nossos.  Neste particular, Cristo nos analisou muito finamente: somos exímios catadores dos mínimos defeitos que empanam o brilho do olhar do próximo e, ao vê-los, geramos em nós a convicção de que são bem maiores do que na realidade.  Olho perigoso o nosso!
3.            TRAVE: viga de madeira, barrote, cada uma das barras que compõem a baliza do gol.  Algo, pois, realmente grande, perceptível, semelhante a um tronco de árvore, que pode ser visto com a maior facilidade, à distância, sem auxílio de instrumento algum.  A comparação de Cristo é clara: em nós existem defeitos grandes, falhas de proporções gigantescas, que prejudicam nosso desenvolvimento de homens e de cristãos.  Mas nosso olhar preocupado com captar defeitos alheios, embora pequenos, não se apercebe das grandes imperfeições que temos, entre elas, justamente, o vício de garimpar defeitos em terreno alheio  Na medida em que gasto minha capacidade de visão no cisco do olho fraterno, passa-me despercebida a trave que cobre todo o meu globo ocular.  Erroneamente acredito que vasculhar a propriedade alheia é menos comprometedor do que rastelar meu terreno eivado de ervas daninhas, que crescem em forma de floresta.  Gritamos alarmados que a casa do vizinho está pegando fogo, quando a nossa está praticamente devorada pelas chamas.  Lastimamos que o outro está descuidando do jardim, quando o nosso já virou deserto.  É estranho, mas doloroso: a imperfeição do outro grita mais forte que a nossa.  Somos atingidos pela sombra do outro, sem perceber a escuridão que deitamos em torno de nós.  Cristo nos adverte.  E toda advertência é uma graça.  Troquemos o foco de nosso olhar.  Dirijamos este olhar para outra direção.  Voltemo-lo para dentro de nós mesmos e teremos paisagens suficientes para entretê-lo.  Assim, corrigido o olhar na direção de nós mesmos, teremos um olhar na direção do outro.  Teremos estabelecido o equilíbrio.  E equilíbrio, neste particular, é caridade.
4             OLHO: os olhos, costuma-se dizer, são as janelas da alma.  Pela janela entra a luz e o ar.  Pelos olhos entra o mundo em nós.  Por isso, pede Cristo que nosso olho seja puro, como um filtro límpido, para que tudo quanto ele captar seja puro ou purificado e como tal instalado dentro de nós.  Mas... pela janela também saem o ar e a luz.  Pelo olho deixamos ver nossa alma.  Daí o significado do olhar: olhar franco, olhar inocente, olhar puro, olhar sincero, olhar tranquilo ou olhar perturbado, olhar dúbio, olhar assassino, olhar que se desvia.  A linguagem do olhar é um passo além da fala.  Ele traduz aquilo que a palavra não consegue expressar.  Lembremos o olhar de Cristo ensanguentado e machucado fixando-se em Pedro: nenhuma palavra teria realizado na alma do covarde apóstolo tamanha transformação.  Foi este olhar profundo que lhe mostrou a hediondez de sua situação.  Nenhuma recriminação teria desencadeado tantas lágrimas.  Aos pés da Cruz, Maria não falou, apenas olhou.  Palavra alguma, porém, teria infundido tamanha coragem no Filho, como aquele olhar dolorido, mas decidido.  Olhemos para o olho do irmão, à busca de uma alegria para nos encantar, de um encorajamento a nos animar.  De uma dor que possamos aliviar, de uma necessidade que possamos satisfazer.  À medida que deixarmos de procurar ciscos no olho do irmão, cairão as traves obnubilam o nosso.


Extraído do Livro: A Semente se fez árvore - Frei Hugo Baggio,OFM - Ed. Vozes - Petrópolis 1980









Amar como Jesus amou - Padre Zezinho

sábado, 12 de janeiro de 2013

1º meio de santificação: Vida em Fraternidade:



Não esquecer nunca: o Terceiro é um enviado. Todos os cristãos o são.  Mas o franciscano o é de modo especial, isto é, encarregado de uma missão específica: ser uma continuação da obra de S. Francisco. Levar adiante a mensagem que ele semeou em seu tempo.  E o que S. Francisco revelou, por palavras e, sobretudo pela vida, foi particularmente a fraternidade. Todos os homens são irmãos. Devem viver em fraternidade.  Em paz. Em compreensão. Em colaboração. Em corresponsabilidade. Não de um modo generalizado. Como um rebanho. Mas de um modo consciente, em que cada homem está convencido disso.
            Daí, o Terceiro é convidado a refletir sobre esta verdade: deve ser um anunciador da fraternidade. Por isso, todos os movimentos que objetivam esta realidade devem interessá-lo.  Todo o movimento atual em favor da paz é uma tarefa especificamente franciscana, pois um dos grandes trabalhos realizados por São Francisco foi o desarmamento: antes de tudo o desarmamento material, isto é, conseguiu fazer com que os homens depusessem as armas, esses instrumentos que semeiam morte e tornam os homens valentes. Com a deposição das armas, conseguiu que desarmassem os espíritos: largaram os ódios, as provocações, as brigas que dividiam cidades, comunas, famílias e nações. O coração livre do ódio ao irmão tornava-se clarividente e consegue ver no outro um irmão.  Por isso, o Terceiro é, por vocação, um paladino da paz e da unidade. Use, pois, o Terceiro suas possibilidades neste sentido: falando, escrevendo, rezando pela paz universal. Divulgando as palavras do Papa e da Igreja sobre esse assunto.
            Outro movimento que deve ser caro ao Terceiro é o movimento desencadeado pelo Vaticano II da aproximação das religiões: o ecumenismo. Lembremos o amor que nutria S. Francisco por todos os povos e o desejo de lhes levar o Cristo, mas respeitando sempre as características individuais do homem e da nação. É admirável a aproximação de S. Francisco com o pensar atual da Igreja! Sem dúvida, este movimento significou, na Igreja de hoje, uma das mais extraordinárias aberturas missionárias de todos os tempos. Pois, se até agora íamos às longes terras buscar adeptos para Cristo, seguidores de Evangelho, não é menos verdade que esquecíamos – quando não desprezávamos – aqueles que ao nosso lado, no nosso ponto de vista, estavam afastados de Cristo.  Se missionar é fazer de todos os homens uma família, não devem ser os pontos de vista religiosos os elementos divisores da humanidade. Também, aqui, pois, o Terceiro pode trabalhar: acompanhar com interesse o movimento ecumênico, participar dos programas organizados neste campo, estender a mão caridosa e fraterna aos membros de outras religiões e rezar ao Pai para que torne verdade o desejo do Filho: Que haja um só rebanho sob um só Pastor.
            Outro aspecto da fraternidade do Terceiro é sua vivência na comunidade humana, dentro da qual está inserido. Lembremos que S. Francisco, nos inícios de sua conversão, pensou seriamente em abraçar a vida solitária e contemplativa, mas, a pedido do próprio Senhor, resolveu integrar-se na comunidade ativa da Igreja. E ali marcar presença. E quanto temos para dar: nossa formação ao longo dos anos nos fornece elementos para compreender a realidade e interpretá-la à luz do Evangelho. Temos mais dever de ser cidadãos conscientes. Que não se deixam levar por uma idolatria da pátria, mas também não se refugiam no grupo dos que vivem da pátria, numa sofisticada exploração. O Terceiro descobre seu lugar na sociedade, em suas várias manifestações sociais: como cidadão e político, como operário ou dono de empresa, como empregado público, como promotor do progresso, da cultura e do bem-estar público. Lembremos que na história da Ordem IIIª encontramos figuras de todos os postos sociais e políticos. Homens que souberam ser príncipes e reais franciscanos! Nosso exemplo será a grande pregação. Mas deve ser um exemplo nascido do nosso estado de franciscanos, amadurecido numa reflexão consciente, vivido no espírito apostólico. Lembramos o que dizia um príncipe da Espanha: também rezando se serve à pátria.
            E vem o aspecto familiar. Realmente, a família do Terceiro deveria trazer uma marca que a distinguisse, porque nela a fraternidade está presente. O esposo e a esposa vivem a unidade e o amor, que se derrama na compreensão com os filhos. É uma família onde se reza. Não simplesmente por rezar, mas porque se compreendeu que a família que reza unida permanece unida. Uma família onde o interesse mútuo é a nota distintiva, capaz de fazer exclamar: vejam como se amam! A disciplina também está presente, mas não uma disciplina que torna as pessoas escravas de leis e lança no rosto uma seriedade que afasta. Mas uma disciplina que nasce da responsabilidade assumida, no seio de uma comunidade. E ali está o importante: cada um, dentro de uma comunidade, é um responsável, isto é, um indivíduo capaz de dar resposta a todos os apelos que o momento histórico lhe dirige. Numa palavra: a família do Terceiro é uma família que sente a presença de Deus e transmite esta presença.
            Temos, finalmente, a vida em fraternidade dentro da Fraternidade à qual fomos agregados. E aqui um ponto muito sério: a comunidade, na qual estamos inseridos, não é um simples grupo, onde se justapõem pessoas, mas é uma fraternidade, isto é, um encontro de pessoas, cujo elemento fundamental e unitivo é o frater (o irmão). Como na família o mesmo sangue aproxima e leva a partilhar, assim na fraternidade a aproximação e a partilha nascem do mesmo espírito. E o Pai S. Francisco dizia: se os laços carnais conseguem unir tanto mãe e filho, quanto mais o deveriam os laços espirituais? Se os homens compreendessem isso, teriam descoberto a mais dinâmica fórmula para trazer de volta a paz e a compreensão entre os pequenos e grandes grupos de humanidade.
            Assim sendo, deve o Terceiro descobrir o significado enriquecedor de sua Fraternidade e a ela ligar-se, não só espiritualmente, mas concreta e ativamente. A reunião não é obrigação, é a chance que Deus nos oferece de um encontro com os irmãos, onde sentimos o outro, acompanhamos sua luta, nos consolamos mutuamente, e nos ajudamos na caridade.  Partilhamos experiências, partilhamos alegrias e sofrimentos, partilhamos riquezas internas, partilhamos coragem e conforto, partilhamos inclusive os bens materiais.  Mas, então, nossa reunião não pode ser apenas uma ida para escutar palestras, avisos e comunicações, deve ser uma hora de entrega e doação.
            Se chegamos a isso, não andaremos tirando o corpo fora a cada apelo que a comunidade nos faz. Não estaremos impassíveis sentados no banco da escuta. Mas sairemos para um trabalho concreto. Cada desejo manifestado pela comunidade é uma ordem. E todos nós sentimos, que mesmo em grupos grandes, aos poucos, os disponíveis se reduzem a um punhado de sacrificados, sempre na primeira linha, enquanto uma grande massa se contenta com ficar na retaguarda para aplaudir, quando não critica. Viver na fraternidade não é viver da fraternidade, mas para a fraternidade. E isto exige sacrifícios! Claro que exige. E o dinamismo de uma Fraternidade Franciscana Secular se mede pela capacidade que tem de exigir de seus membros. O grupo que se acomoda está se suicidando. Então, as inovações não devem ser vistas como “novidades”, mas como explosões de força e energia acumuladas no grupo. Grupo vivo pensa e logo encontra caminhos novos para seguir. E não é a idade que impede o trabalho, mas sim o nosso modo míope de ver as coisas. Não só os jovens e os sadios podem fazer apostolado, mas todos encontram uma forma de participação, contanto que tenham descoberto o que seja parte de uma Fraternidade Franciscana.
            Assim sendo, a participação do Terceiro em sua Fraternidade é um termômetro de seu franciscanismo. Atualmente, a Ordem IIIª anulou de seus quadros o “Terceiro Isolado”, aquele que vivia, sem Fraternidade, um franciscanismo solitário. Sinal da importância da vida fraterna para atingir os objetivos a que se propôs a Ordem Franciscana Secular. Convidamos, pois, nossos Irmãos Terceiros a uma reflexão sob este aspecto de vivência em fraternidade.
            Resumindo este aspecto da vida em fraternidade, citamos os seguintes campos, dentro dos quais o fraternismo do Terceiro deve aparecer:
            - no movimento pacificador de todo o mundo
            - no movimento ecumênico realizado pela Igreja hoje
            - na comunidade humana, nas múltiplas manifestações sociais
            - no seio da própria família, como exemplo para o ambiente
            - no seio da própria Fraternidade local.


Fonte: Espiritualidade Franciscana Secular – Documentos Franciscanos XIII – CEFEPAL – Brasil – 1974 – páginas 20/23
Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas de Editora São Vicente – Belo Horizonte - MG

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tchau Vitório!



Ciao (“Io sono suo schiavo”)

Frei Vitório Mazzuco Fº foi transferido para o ITF (Instituto Teológico Franciscano) na cidade de Petrópolis/RJ, deixa o serviço de Assistente Espiritual e fica no coração de todos os irmãos e irmãs da Fraternidade de Santo Antônio.



Foto: Frei Vitório em Assis-Itália 2012



Desde o ventre da minha mãe
Já me conhecia
Antes que eu nascesse
Jesus me escolheu
Hoje a minha vida
É para o seu louvor
Sigo anunciando o seu eterno amor
Aonde mandar eu irei
Seu amor eu não posso ocultar
Quero anunciar para o mundo ouvir
Que Jesus é o nosso Salvador. (2x)
Grato eu estou Senhor                                           
Porque me confiaste
A missão de proclamar o seu eterno amor
Mesmo sendo tão pequeno
Me deste autoridade
De em seu nome anunciar
A paz e a liberdade
Aonde mandar eu irei
Seu amor eu não posso ocultar
Quero anunciar para o mundo ouvir
Que Jesus é o nosso Salvador. (2x)       
                             
Letra da Música: Nossa Missão – Adriana
Foto: Frei Vitório em Assis-Itália 2012
 
O que é Tchau:
Tchau é uma interjeição de despedida e significa “até logo” ou “até à vista”. O gesto feito com a mão em sinal de despedida também é designado por "tchau".
O termo tem origem no idioma italiano, mais especificamente no dialeto veneziano (uma variante do italiano falada na região de Veneza, Itália).
A sonoridade da palavra italiana “ciao” (cuja pronúncia é semelhante a “tchau”) começou a ser usada pelos brasileiros através dos imigrantes italianos, povo que possui uma grande comunidade no Brasil.
Na Itália, a origem da palavra “ciao” é curiosa. “Ciao” é a forma reduzida da frase “Io sono suo schiavo”, que significa literalmente em Português “Eu sou seu escravo”. Uma tradução mais corrente seria: “Eu estou às suas ordens” ou, ainda, “Eu estou servilmente às suas ordens”.
No dialeto que se falava em Veneza na Idade Média, a palavra “schiavo” (escravo, servo) soava como “chavo”. Era uma forma de reverência e cavalherismo cumprimentar ou se despedir com a frase “Io sono suo schiavo”.
A expressão alcançou outras regiões da Itália e, com o tempo e com o uso, simplificou e ganhou a pronúncia do atual termo “ciao”. Na Itália a saudação informal “ciao” é usada como forma de cumprimento ao chegar e também como expressão de despedida.





Adriana - Nossa Missão

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MARIA, A MÃE DE DEUS


O título de Mãe de Deus, juntamente com o de Santa Virgem, é o mais antigo, é também fundamento de todos os outros títulos com que Nossa Senhora foi venerada e continua a ser invocada de geração em geração [...].
Contemplamos Maria, mãe sempre virgem do Filho unigênito do Pai; aprendemos dela a receber o Menino que nasceu para nós em Belém.  Se no Menino que Ela deu à luz reconhecemos o Filho eterno de Deus e o acolhemos como o nosso único Salvador, podemos ser chamados e somo-lo realmente filhos de Deus.  Papa Bento XVI 
Folhinha do Sagrado Coração de Jesus 01/01/2013


Saudação da B. Virgem Maria

Ave Senhora, Rainha santa, santa Mãe de Deus Maria, que és virgem feita Igreja. E escolhida pelo santíssimo Pai do céu, que Ele consagrou com seu santíssimo dileto Filho e com o Espírito Santo Paráclito, na qual esteve e está toda a plenitude da graça e todo bem. Ave, palácio dele; ave tabernáculo dele; ave casa dele. Ave veste dele: ave serva dele; ave mãe dele. E vós todas santas virtudes, que pela graça e iluminação do Espírito Santo sois infundidas nos corações dos fiéis, para que os façais de infiéis fiéis a Deus. Fontes Franciscanas - Escritos de São Francisco