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domingo, 30 de setembro de 2012

São Francisco: pregação pelo exemplo e pelas obras



“Vendo o bem-aventurado Francisco que o Senhor Deus a cada dia aumentava (cf. At2,47) o seu número, escreveu para si e para seus irmãos presentes e futuros, de maneira simples e com poucas palavras, uma forma e regra de vida, utilizando principalmente palavras do santo Evangelho, a cuja perfeição unicamente aspirava.  E inseriu poucas outras coisas que eram absolutamente necessárias para a prática do santo modo de viver.”
Fontes relativas a São Francisco, 1Cel, Capítulo XIII 32, 1-2  Fontes Franciscanas e Clarianas pág. 218 Editora Vozes


Rg Nb 17, 3: Todos os irmãos podem pregar pelas obras.

Rg Nb 16, 6-10: Dos que quiserem ir para entre os sarracenos e outros infiéis:
E os irmãos que partirem poderão proceder de duas maneiras espiritualmente com os infiéis: O primeiro modo consiste em abster-se de rixas e disputas, submetendo-se ‘a todos os homens por causa do Senhor’ (1Pd 2,13) e confessando serem cristãos. O outro modo é anunciarem a palavra de Deus quando o julgarem agradável ao Senhor.”

Adm 22, 2: Ai do religioso que não conserva no fundo do seu coração os bens que o Senhor o favorece e aos outros não os manifesta por suas obras, mas antes, na esperança de alguma recompensa, procura mostrá-los aos homens por palavras.

1C 36: Francisco já se havia convencido primeiro na prática das coisas que estava dizendo aos outros em palavras.

1C 93: Sabia que era melhor fazer as coisas perfeitas do que louvá-las, e empenhou esforço e ação nas boas obras, não apenas nas palavras, que mostram o que é bom mas não o realizam.

1C 97: Enchia toda a terra com o Evangelho de Cristo, anunciando a todos o reino de Deus, e edificando os ouvintes tanto pela palavra como pelo exemplo, pois pregava com toda a sua pessoa.

LP, 74: Tanto possui um homem de ciência, quanto aquilo que realiza nas suas obras; e tanto possui um religioso de oração, quanto aquilo que na vida põe em prática.

LP 115: Este privilégio quero ter eu do Senhor: não ter privilégio algum vindo dos homens, a não ser o de para com todos ser reverente e, pela obediência à Santa Regra, mais pelo exemplo do que pela palavra, a todos converter”.

LM 8, 2: Por isso dizia que se deveria deplorar como destituído de verdadeira piedade todo pregador que na pregação procura mais a própria glória do que a salvação das almas, ou que destrói com seu mau exemplo aquilo que ele edifica com a verdade de sua doutrina. Por isso afirmava que se deve preferir sempre um irmão simples e iletrado a semelhante pregador, pois aquele por sua simplicidade e santidade de vida move os outros a praticar o bem.

Abreviaturas:
Rg Nb - Regra Não-bulada (1ª Regra)
Adm - Admoestações
1C – Vida I - Biografia de Tomás de Celano
LP - Legenda Perusina (biografia)

Fonte: www.franciscanos.org.br

Francisco evangelio viviente - Chiquito Villalba


sábado, 29 de setembro de 2012

Sua devoção aos anjos; e o que fazia por amor a São Miguel.


197 1 Venerava com o maior afeto os anjos, que estão conosco no campo de batalha e que caminham conosco por entre as sombras da morte (cf.Sl22,4; Is 9,2). 2 Dizia que estes companheiros devem ser reverenciados em toda a parte e que estes guardas devem ser invocados. 3 Ensinava a não ofender a presença deles e a não ousar fazer diante deles o que não se faria diante dos homens(cf. Rm 12,17). 4 Pelo fato  que no coro se salmodia  na presença dos anjos.(cf. Sl 137, 1).queria que todos os que pudessem se reunissem no oratório e aí salmodiassem com sabedoria (cf. Sl 46,8). – 5 Dizia muitas vezes que São Miguel devia ser mais excelentemente honrado, pelo fato que este tinha o ofício de apresentar as almas [a Deus]. 6 De fato, em honra de São Miguel, jejuava com muita devoção por quarenta dias entre a festa da Assunção e a festa dele. 7 Dizia, pois: “Em honra de tão grande príncipe todos deveriam oferecer algum louvor ou dádiva especial a Deus”(cf.Mt 5,23.24). Fontes relativas a São Francisco, 2Cel, Capítulo CXLIX 197, 1-7  Fontes Franciscanas e Clarianas pág. 423/424 Editora Vozes

DEVOÇÃO AOS ANJOS

ANGELOLOGIA

Tratado dogmático acerca de anjos, ensina de acordo com a Bíblia sobre a existência, natureza, destino, poder natural e sobrenatural das criaturas mais perfeitas de Deus.

Etimologicamente a palavra grega “ANGELOS” significa: mensageiro e “LOGOS” significa doutrina.

Na hierarquia dos anjos distinguimos os três ARCANJOS: GABRIEL, RAFAEL E MIGUEL.


GABRIEL:


            Nome hebraico que significa MENSAGEIRO DE DEUS, que transmite mais importantes mensagens de Deus.  Para o profeta Daniel, Gabriel transmitiu informação sobre o nascimento de Messias.
Gabriel explicou a Daniel sua visão e profecia.  Leia na Bíblia; Visão do Daniel 8,15 e a profecia das setenta semanas: Dan 9,20.

Gabriel profetizou ao Zacarias o nascimento de João Batista (Lc 1,14-20).

Gabriel fez também anúncio a Virgem Maria, que será mãe de Jesus Cristo (Lc 1,26-38)

SÃO GABRIEL, com sua luz: “O PODER DE DEUS”, ILUMINAI-NOS.


RAFAEL:
           


Significa em hebraico MEDICINA DE DEUS.
            Esse Arcanjo é considerado na Igreja padroeiro dos que viajam e dos doentes.
            Na Bíblia, Livro de Tobias, Rafael é mencionado como companheiro de viagem do jovem Tobias e aquele que devolveu a visão a velho Tobias.
            Leia na Bíblia o livro TOBIAS, capítulos 2, 4, 5, 6, e modo especial capítulo 12.

SÃO RAFAEL, com suas asas: “MEDICINA DIVINA E GUIA” PROTEGEI-NOS.


MIGUEL:
           


O nome deste Arcanjo é de origem hebraica e significa QUEM COMO DEUS.
            Na Sagrada Escritura é mencionado como aquele que lutou com Lúcifer, chefe dos anjos rebeldes e que não queriam servir a Deus. (Apoc. 12,7)

SÃO MIGUEL, com sua espada: “QUEM É IGUAL A DEUS”, DEFENDEI-NOS

            “Houve então uma batalha no céu: MIGUEL e seus anjos guerrearam contra o Dragão...
            Foi expulso o grande Dragão, a antiga serpente, o chamado Diabo ou Satanás, sedutor de toda a terra habitada.”

            As primeiras obras da criação divina que conhecemos são OS ANJOS; Um Anjo é um espírito, quer dizer, um ser com inteligência e vontade, mas sem corpo, sem dependência alguma da matéria.  Evidentemente, sabemos bem pouco sobre os anjos, sobre a sua natureza íntima ou os graus de distinção que há entre eles.  Nem sequer sabemos quantos são, mesmo que a Bíblia indique que seu número é muito grande.

            “Milhares de milhares. O servem e mil milhões mais estão diante d’Ele”, diz o livro de Daniel (Dan 7,10).
Fonte: Devocionário e Novena do Anjo da Guarda



EXORTAÇÃO AO LOUVOR DO SENHOR

1 Temei a Deus e lhe dai glória (Ap 14,7).

2 Digno é o Senhor de receber o louvor e a honra (cf.Ap 4,11).

3 Todos vós, que temeis o Senhor, louvai-o (cf. Sl 21,24).

4 Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo (Lc. 1,28).

5 Céu e terra, louvai-o (cf. Sl 68,35).

6 Rios todos, louvai o Senhor (cf. Dn 3,78).

7 Filhos de Deus, bendizei o Senhor (cf. Dn 3,82).

8 Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e alegremo-nos nele (Sl 117,24). Aleluia, Aleluia, Aleluia! (Sl 104,1)! "Rei de Israel" (Jo 12,13)!

9 Tudo que respira louve o Senhor (Sl 150,6).

10 Louvai o Senhor porque é bom (Sl 150,6); todos vós que ledes estas coisas, bendizei o Senhor (Sl 102,21).

11 Criaturas todas, bendizei o Senhor (cf. Sl 102,22).

12 Pássaros todos do céu, louvai o Senhor (cf. Dn 3,80; Sl 148,7-10).

13 Crianças todas, louvai o Senhor (Sl 112,1).

14 Moços e moças, (cf. Sl 148,12), louvai o Senhor.

15 Digno é o Cordeiro, que foi imolado, de receber louvor, a glória e a honra (Ap 5,12).

16 Bendita seja a santa Trindade e indivisa Unidade.

17 São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate.

Fontes relativas a São Francisco pág. 126 /127 – Fontes Franciscanas e Clarianas - Editora Vozes

Anjos de resgate - sou teu anjo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Uma relíquia viva descia da montanha

Desde a infância muitos de nós fomos aprendendo a gostar desse Francisco. Francisco das coisas pequenas, simples, irmão do sol, das estrelas, da água, do leproso e de frei Leão, Francisco, cheio de carinho para com o Menino das Palhas e o Jesus bondoso e pobre que morre na cruz, esse Jesus que é o amor que precisa ser amado.

São Boaventura escreve: “Francisco, servo verdadeiramente fiel e ministro de Cristo, dois anos antes de devolver o espírito ao céu, como tivesse começado num lugar alto, à parte que se chama Monte Alverne e, um jejum quaresmal em honra do Arcanjo São Miguel, inundado mais profusamente pela suavidade da contemplação do alto e abrasado pela chama mais ardente dos desejos celestes, começou a sentir mais copiosamente os dons da ação do alto. Então, enquanto se elevava a Deus pelos seráficos ardores e o afeto se transformava em compassiva ternura para com aquele que por caridade excessiva quis ser crucificado, numa manhã, pela festa da Exaltação da Santa Cruz, rezando na parte lateral do monte, ele viu como que a figura de um Serafim que tinha seis asas tão fúlgidas, tão inflamadas a descer da sublimidade dos céus, o qual chegando com um voo rapidíssimo num  lugar próximo ao homem de Deus, apareceu não somente alado, mas também crucificado, tendo as mãos e os pés estendidos, e pregados à cruz e as asas de modo tão maravilhoso dispostas de uma e outra parte que elevava duas sobre a cabeça, estendia duas para voar e com as outras duas velava o corpo, envolvendo-o todo (…). Depois de um certo colóquio secreto e familiar, ao desaparecer, a visão inflamou-lhe interiormente o espírito com ardor seráfico e marcou-lhe exteriormente a carne com a imagem do Crucificado, como se ao poder prévio de derreter o fogo seguisse uma impressão do selo” ( Legenda Menor – Os sagrados estigmas, n.1).

Dois anos antes de morrer, Francisco vai ao Monte Alverne. O santo vinha do Oriente, cansado, doente, vendo que, talvez seus irmãos, numerosos, estavam perdendo o ardor dos começos. Francisco, sem amargura, sente vontade de tomar certa distância dos fatos e dos acontecimentos.  O Santo se dava conta que estava no final de sua caminhada. Tinha dores em todo o corpo. Estava tomado por estas febres loucas e enxergava mal. Não podia mais suportar a luminosidade do Irmão Sol. Era o tempo da festa da Exaltação da Santa Cruz. Quer fazer a quaresma de São Miguel no silêncio, na meditação, ao lado de seu Frei Leão.  Quer estar mais perto de seu Senhor.

Toda sua vida fora busca de Cristo. Um dia ele teria formulado uma oração no seguinte teor: “Senhor, gostaria de ser digno de receber duas graças de vossa parte: experimentar em meu coração o amor que tiveste para com os homens e sentir a dor de tua acerbíssima paixão”. Esta súplica foi sento atendida pelo Senhor ao longo do tempo da vida de seu servo Francisco.  Durante anos e anos, depois de sua conversão, ele sempre buscar entrar na intimidade do Senhor Jesus nas grutas, nos caminhos, contemplando o rosto dos leprosos. Aos poucos esse Francesco foi “tendo os mesmos sentimentos de Cristo Jesus”. Foi se abrasando no amor de Cristo. Cristo é o Vivo que queima e arde. Estamos diante da mística. Do amado que seduz a amada. Francisco e Cristo se tornam uma unidade. Há uma identificação mística. Francisco continua Francisco e Cristo continua Cristo. Nasce no coração do assisiense o desejo de viver também as dores e os sofrimentos de Cristo.

Eloi Leclerc tenta descrever esse momento: “… a alma de Francisco se rasgava e sentimentos contraditórios se debatiam dentro dele. A inefável beleza do serafim e seu olhar benevolente e cheio de graça o fascinavam e o enchiam de alegria. Ao mesmo tempo, no entanto, o sofrimento do crucificado o aterrorizava. Perguntava-se, então: Como um espírito glorioso, imortal e tão belo podia sofrer a mais cruel agonia?  Não sabia o que pensar. A agonia estava junto com o êxtase. A Paixão e a Glória, associadas de maneira estranha,  pareciam cair sobre ele como um pássaro de rapina” ( in Francisco de Assis. O retorno ao Evangelho,  p. 108).

Francisco não é mais dono de si. Aos poucos, ao longo dos anos da vida, ele foi se despedindo de si, se despojando, esvaziando-se de si mesmo e no espaço do vazio veio o êxtase. O amado ganha a força do amor do Amante. Quem puder compreender, que compreenda.  Talvez esse Francisco pudesse dizer com Paulo:  Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!

Paul Claudel, tentando penetrar no Francisco que desce do monte, escreve: “Francisco  tinha dado sua alma de tal forma que nem mesmo seu corpo conserva mais. Quando se lhe pede uma explicação, nada tem a nos dizer. Ele é propriedade de alguém que não explica, mas plenifica. É todo inteiro doação, como um esposo ou um recém-nascido. Caminha ao olhar de todos os homens como alguém que está inebriado, como um esposo que geme e que sorri, cambaleante e ferido de uma glória da qual ele é o inexplicável consorte.  Quem desce trôpego do Alverne e mostra chaga e cicatriz secretamente a Clara é Jesus Cristo com Francisco, fazendo uma única realidade viva, sofredora e redentora”  (cf. E.Leclerc, op. cit. p. 109).

A partir desse momento Francisco tem o selo do Amado gravado em seu coração e em sua carne. Agora era uma relíquia viva descendo a montanha.  Nós, filhos de Francisco  das chagas e das transfigurações, nos recolhemos no silêncio e tentamos pedir a Deus que pela intercessão do Francisco das Chagas nos leva ao Cristo iluminado, transfigurado e ressuscitado.

Francisco da minha vida

Francisco,

pequeno e grande Francisco,

tu continuas vivo entre nós.

Tu és o meu irmão, meu irmão mais velho,

meu irmão modelo,meu irmão da roupa marrom,

das chagas douradas na mão

nos pés e no coração,

apaixonado pelo Senhor Jesus.

Gosto de te contemplar

erguendo os braços ébrio de amor,

cantando os louvores do Altíssimo, Onipotente

e grande Senhor!

Acompanho-te pelas ruas de Assis

com o irmão sol que te aquece  o  rosto,

pegando nas mãos a irmãzinha água

tão casta e tão transparente,

pisando na terra mãe

que produz variedade de flores e frutos.

Gosto de ver teu olhar acompanhar os irmãos,

os irmãos leprosos que chamavas de irmãos cristãos,

olhando os irmãos que te seguem,

todos eles que são filhos do Altíssimo.

Espreito-te ao jogares tuas roupas

nas mãos de teu pai e a proclamares solenemente

que o teu Pai está nos céus.

Aplaudo-te quando dizes

que os teus seguidores serão menores

e nunca hão de se alegrar,  a não ser com

o último de todos os lugares.

Vejo-te percorrendo as ruas e ruelas

da meiga Assis dizendo a todos que o Amor

não é amado.

Aprecio a tua coragem de partir sem segurança,

sem sacola e sem dinheiro

para dizer a todos os homens

que chegou o Reino novo

do Filho de Virgem Maria.

Recolho-me num cantinho

e vejo que sais da contemplação

com as chagas de Cristo Jesus

nas mãos, nos pés e no coração.

Morro e renasço contigo

quando  cantas o salmo que fala que é preciso

que Deus nos tire desta prisão.

Francisco de ontem e de sempre,

Francisco da roupa marrom,

Francisco da minha vida!

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM http://www.franciscanos.org.br/?page_id=21169
 

CANTIGA POR FRANCISCO


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

No Monte Alverne



Numa dessas vezes, quando ele já tinha quarenta e um anos, estava sozinho com o seu mais fiel companheiro, Frei Leão, em um lugar chamado Monte Alverne. Nesse lugar, sua oração foi tão profunda, ele estava tão unido a Jesus Cristo, que até viu uma enorme luz descendo do céu. Quando chegou mais perto, percebeu que era um serafim, isto é, um anjo com seis asas, pegando fogo. Mais perto ainda, ele viu que o serafim era o próprio Jesus Crucificado. Nessa ocasião, recebeu os sinais da paixão de Jesus: ficou com as chagas marcadas no peito, nas mãos e nos pés. Foi para percebermos quanto Francisco se tornou um outro Jesus Cristo. Todos nós, para sermos criaturas felizes e realizadas, também temos que ser outros Cristos. Não precisamos ter as suas feridas nas mãos e nos pés, mas precisamos ter a sua visão das coisas e o seu imenso coração para amar a todos. http://www.procasp.org.br
“Nas fendas das imponentes pedras um testemunho: Deus falou gravando em Francisco as marcas da Paixão. Capaz de amar, capaz de sofrer por amor. Um longo itinerário de Amor o fez igualzinho ao amado. Aqui, ele recebeu os Estigmas. As marcas do Iniciado; as marcas do dedo divino do Amor que moldou nele a consanguinidade da Cruz e Paixão. Aquele que deixou tudo o que era o status do agradável sobre a terra, recebe as Chagas. Dor humilhante e torturante? Não! Glória da identificação com o Mestre. Francisco sempre buscou algo que não fosse uma glória passageira, mas agora traz na pele a certeza da glória eterna. Sangrou de amor seu coração de dentro para fora e de fora para dentro. Neste lugar, ele teve um encontro com o Anjo; foi o coroamento de seu caminho de pobreza em direção ao Crucificado. Um dia este Crucificado lhe falou, hoje trocou com ele de lugar no madeiro, crucificando-o em sua própria carne.”
Por Frei Vitório Mazzuco, OFM em peregrinação a Assis. Acompanhe conosco virtualmente através da página: http://carismafranciscano.blogspot.com.br

São Francisco das CHAGAS.



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Diversos Milagres que fazia com sinal e a virtude da Santa Cruz


O Crucifixo amado correspondeu à amante que, acesa em tão grande amor pelo mistério da cruz, foi distinguida com sinais e milagres pelo seu poder. Quando fazia o sinal da cruz vivificante sobre os enfermos, afastava milagrosamente as doenças. Vou contar alguns casos, entre tantos.

São Francisco mandou a dona Clara um frade enlouquecido, chamado Estêvão, para que traçasse sobre ele o sinal da cruz santíssima, pois conhecia sua grande perfeição e venerava sua grande virtude. A filha da obediência fez sobre ele o sinal, por ordem do pai, e deixou-o dormir um pouquinho, no lugar onde ela mesma costumava rezar. E ele, livre do sono daí a pouco, levantou-se curado e voltou ao pai, liberto da loucura.

Mateusinho, um menino de três anos da cidade de Espoleto, tinha enfiado uma pedrinha na narina. Ninguém conseguia tirá-la do nariz do menino, nem ele podia expeli-la. Em perigo e com enorme angústia, foi levado a dona Clara e, quando foi marcado por ela com o sinal da cruz, soltou de repente a pedra e ficou livre.

Outro menino, de Perúgia, tinha o olho velado por uma mancha e foi levado à santa serva de Deus. Ela tocou o olho da criança, marcou-a com o sinal da cruz e disse: Levem-no a minha mãe, para fazer nele outro sinal da cruz". Sua mãe dona Hortolana seguira a plantinha, entrara na Ordem depois da filha e, viúva, servia ao Senhor no jardim fechado com as virgens. Ao receber dela o sinal da cruz, o olho do menino se livrou da mancha, e ele viu clara e distintamente. Clara disse que o menino tinha sido curado por mérito de sua mãe; a mãe deixou em favor da filha o crédito do louvor, dizendo-se indigna de coisa tão grande.

Uma das Irmãs, chamada Benvinda, tinha suportado quase doze anos embaixo do braço a chaga de uma fístula que soltava pus por cinco orifícios. Compadecida, a virgem de Deus Clara aplicou seu emplastro especial do sinal de salvação. Foi só fazer a cruz e, de repente, ela ficou perfeitamente curada da velha úlcera.

Outra Irmã, chamada Amata, jazia doente de hidropisia havia treze meses, consumida também pela febre, a tosse e uma dor de lado. Compadecida dela, dona Clara recorreu àquele nobre sistema de sua arte medicinal: marcou-a com a cruz no nome de Cristo e no mesmo instante devolveu-lhe a saúde completa.

Outra serva de Cristo, oriunda de Perúgia, de tal modo perdera a voz ao longo de dois anos que mal podia articular palavra audível. Na noite da Assunção de Nossa Senhora, teve uma visão de que dona Clara a curaria e esperou ansiosa pelo dia. Quando amanheceu, correu à madre, pediu-lhe que a marcasse com a cruz e recuperou a voz logo que foi assinalada.

Uma Irmã chamada Cristiana tinha sofrido por muito tempo de surdez em um ouvido e experimentara em vão muitos remédios para o mal. Dona Clara fez-lhe o sinal na cabeça com clemência, tocou-lhe a orelha e na mesma hora ela recuperou a faculdade de ouvir.

Era grande o número de Irmãs doentes no mosteiro, aflitas por vários achaques. Clara foi vê-las como de costume, com seu remédio habitual, e, em cinco vezes que fez o sinal da cruz, curou cinco na hora. Por esses fatos, fica patente que no coração da virgem estava plantada a árvore da cruz, cujo fruto restaura a alma, cujas folhas oferecem remédio para o corpo.

Fontes Franciscanas e Clarianas - Trecho de Biografias / Legendas de Santa Clara – Págs. 1809/1810 [32 a 35] – Editora Vozes, 2004.

Franciscanos | Cruz de São Damião - Capítulo 1

BENDITA E LOUVADA SEJA Jean Carlo

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

TODA BÍBLIA É COMUNICAÇÃO violão e gaita de boca


Os franciscanos seculares aceitam a austeridade do Evangelho com amor e alegria


O apóstolo São Paulo conta na primeira epístola aos Coríntios que, quando se dispôs a começar a atividade missionária em Corinto, resolveu decididamente não saber outra coisa entre eles “senão Jesus Cristo, e Este Crucificado” (1Cor 2,2).  Não era fácil chegar a tal resolução, pois ele conhecia a terrível corrupção daquela cidade. São Paulo, certamente, pensava na prostituição de mil mulheres no templo da deusa Vênus, à qual pretendiam oferecer um culto agradável, como protetora do vício.  O apóstolo, porém, não vacilou.  Começou a pregação com Jesus Crucificado e não tinha nada a encobrir.

Nós não teremos um problema tão grave.  Apresentamos o Evangelho a elementos idôneos, selecionados para uma Fraternidade da Ordem da Penitência. Entretanto, como se trata de realizar uma vocação, no amor e na alegria, não deveremos esquecer as decisivas exigências que o Cristo faz na sua pregação.  Nem deveremos iludir-nos de que o caminho da Cruz seja fácil.  Mas lembremos ser uma grande verdade que as almas generosas se sentem atraídas, precisamente, pela doação heroica.  São Francisco dizia que, ao pescar, toda sorte de peixes entrará na rede, grandes e pequenos.  Os pequenos, porém, escapam e os grandes ficam.  Assim, as almas mesquinhas se assustam e se afastam, enquanto que as almas generosas se animam e se tornam mais firmes.

Uma dirigente de Ação Católica recomendava ao grupo a meditação do Evangelho.  Um dia, uma militante desabafou: “Ler o Evangelho é bom, mas ele é muito exigente”. Sim.  Jesus é muito exigente.  Mas Ele não só exige; Ele também nos acompanha com sua graça e nos promete a felicidade das bem-aventuranças, já neste mundo.  Com Ele, mesmo o mais difícil torna-se atraente.  Pois tudo se faz com a força do amor.  Eis a característica do franciscanismo.

Como já dissemos anteriormente, São Francisco queria também para a Ordem Terceira (OFS) o fraternismo universal.  Ele queria que fossem todos irmãos, entre todas as classes, ricos e pobres, cultos e incultos.

v  Frei Mateus Hoepers,OFM – Livro: Novas Fraternidades Franciscanas Seculares pág.78/79 Ed. Vozes/Cefepal – Petrópolis 1979.

v  Ilustração de Frei Dito - Frei Benedito Geraldo Gomes Gonçalves, OFM


A Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo.
Que cresceu, cresceu e nos transformou,
ensinando-nos viver um mundo novo.

Deus é bom, nos ensina a viver, nos revela o caminho a seguir.
Só no amor partilhando seus dons, sua presença iremos sentir.

Somos povo, o povo de Deus e formamos o Reino de irmãos.
E a Palavra que é viva nos guia e alimenta a nossa união.

sábado, 8 de setembro de 2012

Devoto de Maria Santíssima


Francisco foi grande devoto de Nossa Senhora.  Prestou sempre à Mãe de Deus as maiores homenagens.
      
Para ele, Maria Santíssima representou, magnificamente, a porta do céu, a casa de ouro, a escada de Jacó, de que fala o Livro Sagrado.  Sabia, como nós sabemos, da bela e expressiva passagem da Bíblia que narra a visão de Jacó, à noite, quando descansou em pleno campo.   Jacó viu em sonho uma escada misteriosa que se erguia da terra ao céu.  E os anjos subiam e desciam por ela.
           
 Numa impressionante prefiguração bíblica, essa escada é bem o símbolo de Maria, que, em sua natureza humana, pertence à terra, mas que, como Mãe de Deus, está na mais alta glória do céu.  São Francisco também vê a escada maravilhosa, não, todavia, formada de anjos, como Jacó, mas de homens, que sobem:

            E eles, pelos degraus da luz ampla e sagrada,
fogem da humana dor, fogem do humano pó.
E, à procura de Deus, vão subindo essa escada,
Que é como a escada de Jacó.

A propósito da devoção de são Francisco à Imaculada, convém que façamos uma referência ao que vem narrado no livro I Fioretti:

Frei Leão portou-se sempre como companheiro inseparável do santo.  Nas horas difíceis, inúmeras vezes esteve ao lado do pai espiritual.  E tendo, na sua humildade, uma vida perfeita, foi em diversas ocasiões favorecido por Deus com extraordinárias graças e visões.  Certa vez, em êxtase, apareceu-lhe ao espírito um vale imenso, inteiramente repleto de compacta multidão.  Parecia-lhe o julgamento final, pois ela ouvia reboar os sons estridentes das tubas angélicas.  Viu nitidamente duas escadas que subiam pelas alturas.  Uma delas era vermelha, do vermelho vivo tirado das chagas de Jesus Cristo.  Era certamente a escada destinada aos heróis da religião e aos mártires da fé.  A outra era branca, muito branca, e refulgia ao clarão dos raios de sol das manhãs de maio.  Era a escada luminosa da Mãe de Deus.

Frei Leão notava, não sem comover-se, que vários de seus irmãos de hábito que tentavam subir pela vermelha muitas vezes retrocediam, feridos pelas arestas do caminho.  E mais: que aqueles que se dirigiam à escada de Maria Santíssima chegavam felizes à direita do eterno Pai.

Depois dessa impressionante visão do humilde frade, são Francisco não teve dúvida a respeito da decisiva  intervenção de Nossa Senhora em favor de seus filhos.  A visão de frei Leão devia fazer compreender a todos os franciscanos que, aos olhos de Deus, não há ninguém que seja achado bastante puro.  Mas que, auxiliados pela Virgem Santíssima, muitos e muitos homens poderão elevar-se e alcançar a eterna salvação.  E serão chamados, acolhedoramente, para o lado direito do Supremo Juiz.

Santa Maria dos Anjos, na Porciúncula, tem sido, no correr dos tempos, a torre de marfim da família franciscana.  Sem o divino auxílio da Suave Intercessora, os filhos de são Francisco na conseguiriam na senda da vida espiritual.  Torre benfazeja e imensa essa que a todos recebem, pequenos e grandes.  Ela conforta a todos, aos humildes e aos verdadeiramente bons, retemperando-os, unindo-os para as lutas contra as perigosas seduções do mundo. 

Nossa Senhora dos Anjos, na Porciúncula, foi sempre a torre que marcava o primeiro e o último gesto dos que a tinham no coração.  Quando os filhos espirituais do pai seráfico partiam de seu querido recanto, voltavam sempre os olhos para a torre da igreja querida, numa afetuosa despedida à carinhosa Mãe.  Quando regressavam de longas e penosas caminhadas, para Santa Maria dos Anjos dirigiam também, primeiro, seu terno e agradecido olhar.

Os primeiros franciscanos deram, como desejava o seu pai e mestre, edificante exemplo de devoção a Maria Santíssima.  Receberam como riquíssima herança esse acrisolado amor.  Entre os franciscanos surgiu, desde logo, um mariano do mais alto porte: santo Antônio, o santo insigne que nestes últimos séculos está sendo venerado no mundo inteiro.  Logo depois, com o transcurso dos anos, apareceram outros insignes marianos: são Boaventura, o doutor seráfico João Duns Scot, Bernardino de Sena, Leonardo de Porto Maurício.  E não poderia ser de menor brilho a falange mariana, sendo são Francisco um enamorado de Maria.  Seu coração, grande e generoso, sentia-se docemente arrebatado pela beleza incomparável e sobrenatural da celeste Rainha.  São suas estas palavras: “Quando digo Ave Maria, sorriem os céus, os anjos alegram-se, o mundo goza, treme o inferno e fogem os demônios. Vós sois, Maria, a Filha do Altíssimo Pai Celestial, a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a Esposa do Divino Espírito Santo”.

Os franciscanos, desde o memorável ano de 1209, em que o filho de Pedro Bernardone percebeu claramente o chamado de Deus, mantiveram-se sempre dedicados ao culto da Rainha do céu.  E foram os defensores da devoção à Imaculada Conceição.

Com a promulgação do dogma da Imaculada, em 1854, os filhos espirituais de são Francisco celebraram um triunfo repleto de bênçãos para os fiéis do mundo inteiro.

Retirado do Livro: Francisco – cantor da paz e da alegria – Deodato Ferreira Leite  - Paulinas 13ª – 2008.
               Foto: Imagem da padroeira Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça - São Francisco do Sul - SC
               (Festa 08 de setembro) http://senhoradagraca.blogspot.com.br/


Celebração da Natividade de Maria


O nascimento da Virgem ao ar livre, de Domenico Ghirlandaio, 1486-1490; no coro de Santa Maria Novella, em Florença.


Assim se exprimiu o Padre Antônio Vieira sobre essa celebração da Natividade de Maria:
"Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (...) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus" (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus)."

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pode o sofrimento explodir em alegria?


“Não podemos fazer grandes coisas na terra. Tudo que podemos fazer são pequenas coisas com muito amor.” Bv. Teresa de Calcutá

No dia 05 de setembro celebramos a Bv. Madre Tereza de Calcutá e aqui fazemos uma pequena homenagem.

A uma enferma ela escreve:

__ Muitas vezes, acho-me em pensamento a vosso lado, e ofereço vossos grandes padecimentos, quando os meus são pequenos ou nulos.  Quando as coisas se tornarem muito penosas para vós, então, basta que vos escondais dentro do Sagrado Coração, e aí o meu coração encontrará convosco força e amor.  Desejais sofrer com um amor puro? Dizei de preferência com o amor que Ele para vós escolhe... Como agradeço a Deus ter-vos dado a mim.  Daí sempre mais e mais, até nada mais terdes para dar.
A minha alma sente-se estimulada com o pensamento de ter-vos a rezar e sofrer por mim; sinto que sorrir se torna mais fácil.  Vós sofreis e nós trabalhamos... Juntos, carregamos o mesmo cálice.

            “Eu dormia e sonhava
            que a vida era só alegria,
            Despertei e percebi
            que a vida era só serviço;
            Eu servi e percebi
            que o serviço era alegria” (Nath Tagore)

Nós comunicamos a alegria aos homens servindo-os, diz Madre Teresa ao grupo do “Cantar da Ásia”.  Vós a comunicais pela vossa ação.  O vosso trabalho e o nosso se completam.  O que fazeis cantando e dançando, nós o fazemos esfregando e limpando.  É lindo poder comunicar alegria às pessoas.  Estou certa de que, graças a vós, muitos sentem-se aliviados.  E este talento que recebestes, só as riquezas vo-lo podem arrebatar.  Por quanto tempo consentirdes em viver esvaziados de vós mesmos e repletos de Deus, conservareis o vosso talento.  A partir do dia em que enriquecemos, algo perdemos e morremos.

As riquezas, sejam elas materiais ou espirituais, podem sufocar-vos, se não forem usadas de maneira certa.  Eu louvo a Deus por terdes aceito a vossa vocação.  Permaneçamos o mais “vazios” que for possível, para que Deus nos possa encher.  Nem mesmo Deus pode meter alguma coisa onde tudo já está cheio.  Pois Ele não se impõe a nós.  Vós é que ides encher o mundo com o amor que Deus deu.  O trabalho do rearmamento moral faz-se com discrição e amor! Tanto mais penetrante ele é, quanto mais discreto.  Vós o dais às pessoas, e a elas cabe assimilá-lo.  Não é tanto a vontade de ver-vos que as pessoas sentem, quanto a fome e sede daquilo que Deus lhes quer dar por vosso intermédio.  Nós servimos o mesmo Mestre.  Por toda a face da terra, os homens têm fome e sede do amor de Deus.  Vós mitigais esta fome ao vosso modo, esparzindo alegria.  Nós, ao nosso modo, manifestamos a alegria pondo-nos a serviço dos doentes, dos moribundos, dos enjeitados.

A motivação profunda desta alegria é quase um imperativo.  A tal ponto que, ao pedir-lhe uma Irmã para ir visitar os pobres num momento em que tinha o rosto triste, ela lhe disse:

   __ Não vá; torne a deitar-se; com um rosto triste ninguém pode ir ter com os pobres.

            A alegria é uma “nova”, que ela quer comunicar ao mundo.

            Para difundir a alegria, é preciso ter alegria na própria família.  Paz e guerra começam no próprio lar.  Se realmente quisermos paz no mundo, amemo-nos primeiro uns aos outros na família; assim, possuiremos a alegria de Cristo, nossa força.  Por vezes é muito difícil sorrir uns para os outros.  Não raro é difícil ao marido sorrir para a esposa, ou à esposa sorrir para o marido. 

            Um dia, perguntaram-me se eu era casada; respondi que sim, e acrescentei que, por vezes, era-me difícil sorrir para Cristo.

            Tentaram demonstrar que Deus não existe, e Deus vive a demonstrar que existe.

            A alegria é uma rede de amor, na qual se podem colher as almas.  Deus ama àquele que dá com alegria.  Quem dá com alegria, dá melhor.  A melhor maneira de mostrar a nossa gratidão a Deus e às pessoas, é aceitar alegremente.  A alegria pode desabrochar num coração abrasado em amor.

            Todos nós ansiamos pelo Paraíso onde Deus mora; entretanto, em nosso poder está morarmos com Ele num paraíso desde agora; ser feliz com Ele significa:

Amar como Ele ama.
Ajudar como Ele ajuda.
Dar como Ele dá.
Servir como Ele serve.

Retirado do Livro: Trago-vos o Amor - Escritos Espirituais da Madre Teresa de Calcutá -   Coleção “Testemunhos de Hoje” – 3 Edições Loyola – São Paulo 1978.



"A oração faz nos ter um coração puro. E um coração puro é capaz de ver a Deus. Se descobrirmos Deus, seremos capazes de amar, de amar não com palavras, mas com obras". Madre Tereza de Calcutá






ESPIRITUALISMO - MADRE TERESA DE CALCUTA - FUNDADORA DA CONGREGACAO MISS...

Ruma Bose e Madre Teresa de Calcutá.