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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os franciscanos seculares aceitam a austeridade do Evangelho com amor e alegria


O apóstolo São Paulo conta na primeira epístola aos Coríntios que, quando se dispôs a começar a atividade missionária em Corinto, resolveu decididamente não saber outra coisa entre eles “senão Jesus Cristo, e Este Crucificado” (1Cor 2,2).  Não era fácil chegar a tal resolução, pois ele conhecia a terrível corrupção daquela cidade. São Paulo, certamente, pensava na prostituição de mil mulheres no templo da deusa Vênus, à qual pretendiam oferecer um culto agradável, como protetora do vício.  O apóstolo, porém, não vacilou.  Começou a pregação com Jesus Crucificado e não tinha nada a encobrir.

Nós não teremos um problema tão grave.  Apresentamos o Evangelho a elementos idôneos, selecionados para uma Fraternidade da Ordem da Penitência. Entretanto, como se trata de realizar uma vocação, no amor e na alegria, não deveremos esquecer as decisivas exigências que o Cristo faz na sua pregação.  Nem deveremos iludir-nos de que o caminho da Cruz seja fácil.  Mas lembremos ser uma grande verdade que as almas generosas se sentem atraídas, precisamente, pela doação heroica.  São Francisco dizia que, ao pescar, toda sorte de peixes entrará na rede, grandes e pequenos.  Os pequenos, porém, escapam e os grandes ficam.  Assim, as almas mesquinhas se assustam e se afastam, enquanto que as almas generosas se animam e se tornam mais firmes.

Uma dirigente de Ação Católica recomendava ao grupo a meditação do Evangelho.  Um dia, uma militante desabafou: “Ler o Evangelho é bom, mas ele é muito exigente”. Sim.  Jesus é muito exigente.  Mas Ele não só exige; Ele também nos acompanha com sua graça e nos promete a felicidade das bem-aventuranças, já neste mundo.  Com Ele, mesmo o mais difícil torna-se atraente.  Pois tudo se faz com a força do amor.  Eis a característica do franciscanismo.

Como já dissemos anteriormente, São Francisco queria também para a Ordem Terceira (OFS) o fraternismo universal.  Ele queria que fossem todos irmãos, entre todas as classes, ricos e pobres, cultos e incultos.

v  Frei Mateus Hoepers,OFM – Livro: Novas Fraternidades Franciscanas Seculares pág.78/79 Ed. Vozes/Cefepal – Petrópolis 1979.

v  Ilustração de Frei Dito - Frei Benedito Geraldo Gomes Gonçalves, OFM


A Bíblia é a Palavra de Deus semeada no meio do povo.
Que cresceu, cresceu e nos transformou,
ensinando-nos viver um mundo novo.

Deus é bom, nos ensina a viver, nos revela o caminho a seguir.
Só no amor partilhando seus dons, sua presença iremos sentir.

Somos povo, o povo de Deus e formamos o Reino de irmãos.
E a Palavra que é viva nos guia e alimenta a nossa união.

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