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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Santo Antônio de Santana Galvão, arauto da Paz e da Caridade



Depois  do parto, ó virgem permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós

O nosso santo franciscano Santo Antônio de Santana Galvão, frei Galvão – primeiro santo brasileiro, foi ordenado Sacerdote em 1762 e passou a completar os estudos teológicos no Convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveu durante 60 anos, até à sua morte ocorrida a 23 de Dezembro de 1822. A vida de Frei Galvão foi marcada pela fidelidade à sua consagração como sacerdote e religioso franciscano, e por uma devoção particular e uma dedicação total à Imaculada Conceição, como «filho e escravo perpétuo». Além dos cargos que ocupou dentro da sua Ordem e na Ordem Terceira Franciscana, ele é conhecido, sobretudo como fundador e guia do Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecido como 'Mosteiro da Luz', do qual tiveram origem outros nove mosteiros. Além de Fundador, Frei Galvão foi também o projetista e construtor do Mosteiro que as Nações Unidas declararam Patrimônio cultural da humanidade. Enquanto ele ainda vivia, em 1798 o Senado de São Paulo definiu-o «homem da paz e da caridade», porque era conhecido e procurado por todos como conselheiro e confessor, além de o franciscano que aliviava e curava os doentes e os pobres, no silêncio da noite.
Frei Galvão é o religioso no qual o coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".
Escreveu Altenfelder Silva: "Em pouco tempo, irradiou-se a fama de suas virtudes por toda a capitania, de longínquas paragens acorriam os fiéis para com ele se confessar implorar suas orações, em busca de conselhos e de conforto espiritual". Frei Basílio Rower assim o descreve: "um religioso que encheu a cidade com o esplendor de virtude, que beneficiou muitas localidades da capitania com sua assistência (...) era procurado para confissões, para apaziguar discórdias e mesmo para arranjos de negócios temporais, pois além de zeloso era sábio e prudente". Podemos dizer com Frei Vicente Maria Moreira: "dele ninguém se aproximava sem se retirar melhor na doce impressão de ter visto um santo, conversado com um santo, beijado as mãos sagradas de um santo", porque Frei Galvão era acima de tudo um franciscano que viveu o evangelho nas duas virtudes primordiais:

A caridade e a paz.

A notícia da escolha de frei Galvão como um dos patronos nos alegrou a todos como família franciscana do Brasil, haja vista que a história deste país está intimamente ligada com a história dos franciscanos nestas terras. Vale lembrar que a primeira missa rezada na Ilha de Vera Cruz foi celebrada pelo frade franciscano Frei Henrique de Coimbra e que o nosso citado frei Galvão foi ordenado presbítero na cidade do Rio de Janeiro.
Nós, franciscanos de todo o Brasil, estamos nos preparando ativamente para esta jornada, e agora podemos contar com a intercessão deste grande homem, grande santo, arauto da paz e da caridade.

            www.casadefreigalvao.com.br 

Foto: Fonte de Frei Galvão na cidade de Quaratinquetá/SP - arquivo particular

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